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Fluoreto gasosos

Os fluoretos gasosos, extremamente fitotóxicos, foram extensivamente estudados nos países de primeiro, são emitidos sobretudo pelas indústrias de fertilizantes, de alumínio e de fabricação de vidro e cerâmica.

Visando o monitoramento de áreas potencialmente afetadas por este poluente, elegeu-se a espécie Cordyline terminalis, vulgarmente conhecida como Dracena, como bioindicadora. O critério de seleção baseou-se, principalmente, em sua sensibilidade aos fluoretos gasosos e no fato de ela ser uma planta amplamente utilizada no paisagismo de jardins domésticos e industriais.

As fotos ao lado ilustram indivíduos saudáveis e indivíduos com os sintomas visíveis apresentados pela Dracena, por efeitos dos fluoretos gasosos, descritos como necroses e cloroses marginais ou apicais nas folhas.

Inúmeros diagnósticos de degradação causados por este poluente já foram realizados através do uso de dracena, tais como nos município de Cordeirópolis e Cubatão, demonstrando a importância dos bioindicadores.

O fluoreto ocorre naturalmente na crosta terrestre, na forma de diversos compostos como fluorita, criolita e apatita. É emitido na forma de fluoreto de hidrogênio (HF), principalmente pela ação dos vulcões; mas, também, pela poeira dos solos e pelo spray oceânico.

Quanto às fontes antrópicas, elas são originárias de processos industriais como as indústrias de alumínio, de produção de fertilizantes e indústrias de fabricação de vidros e cerâmicas.

Os efeitos na vegetação são bastante perceptíveis, causando injúrias visíveis e bem características, como descoloração das folhas, queda prematura e morte das mesmas e necroses, principalmente nas margens e nos ápices das folhas.

O fluoreto comporta-se, seja no transporte ou na dispersão, de maneira diferente da maioria dos outros poluentes atmosféricos, devido à sua alta reatividade, especialmente na forma do ácido fluorídrico (HF). Assim, não foi observado, até agora, transporte a longa distância das fontes emissoras em quantidades significativas deste poluente. No entanto, em áreas mais próximas às emitentes, são freqüentemente encontradas concentrações de risco para as plantas, nas camadas de ar mais próximas ao solo.